Por que a suplementação de carboidratos deve ser feita durante o exercício físico?
O glicogênio muscular (reserva de carboidratos no músculo esquelético) é a principal fonte de energia em exercícios de intensidade moderada-elevada e, à medida que a duração aumenta, os estoques reduzem. Espera-se que um exercício físico feito por 2 horas em uma intensidade de 70 % do consumo máximo de oxigênio (VO2max), consuma aproximadamente 60% do glicogênio muscular. Porém, é esperado que esses valores variem em função do nível de aptidão física. Por exemplo, sujeitos mais treinados tendem a economizar mais glicogênio pela maior capacidade de oxidação de ácidos graxos livres (gordura). Todavia, a contribuição de glicose extra muscular (advinda principalmente do fígado) também é importante, embora menos que o glicogênio, para produção de energia (ATP). Nestes casos, é possível que em exercícios muito longos, a quantidade de glicose derivada do fígado (glicogênio hepático / gliconeogênese) não seja suficiente para demanda imposta pelo exercício físico e, assim, a glicose derivada do consumo alimentar é fundamental. Por isso, a suplementação de carboidratos durante o exercício é bem vinda, para prover glicose para o músculo esquelético, especialmente em situações de exercício físico de muito longa duração e, ainda, para pessoas com menor estoque de glicogênio hepático e muscular.
Referências:
Sports Med (2018) 48:2091–2102
Autor:
Mombora
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